Não satisfeitos com os golpes de mão de Skorzeny na segunda guerra mundial,a ousadia israelense em Uganda,os SEAL americanos na morte de Bin Laden,vejam esse enredo hollywoodiano:um país em plena guerra fria resolve atacar outro, que é um santuário para guerrilheiros que atuam em uma de suas colonias africanas. Sem declaração de guerra. Disfarçam seus navios,compram armas do próprio inimigo através de firmas particulares,confeccionam uniformes africanos,pintam seus homens brancos de preto...Chegam de madrugada,despejam botes de borracha,aproximam-se do porto da capital inimiga,eliminam sentinelas silenciosamente com facas -ah,os filmes...- e ação! Explodem os barcos inimigos com granadas enquanto equipes atacam uma grande cidade completamente à vontade,destruindo centrais de energia,invadindo o palácio do governo,residencia do presidente,o aeroporto a procura de caças para destruí-los,quartéis e vão destruindo com RPG-2,no meio da rua,caminhões repletos de soldados inimigos que saem para reagir! Cinematograficamente lançam-se até através dos vidros de janelas arrasando tudo pela frente. Destroem muros de prisões e libertam dezenas de seus conterrâneos,prisioneiros de guerra. Não encontram o presidente nem os aviões inimigos,que haviam se deslocado para o interior do país e ao raiar do dia,fleugmaticamente,estão com seus navios de guerra defronte à cidade que arde em chamas,aguardando o retorno das equipes...
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| General Spínola,de uniforme camuflado,visita os homens antes da partida |
Ficção exagerada de Hollywood? Não,apenas mais uma façanha bélica do pequeno Portugal,que alguns meses antes já havia invadido a Tanzânia para destruir bases da Frelimo,resolvendo suas questões no braço! A audaciosa operação denominada MAR VERDE supera qualquer filme de ação. Ano,1970,local,Conakry,capital da Guiné,vizinha incômoda de sua colônia Guiné-Bissau. Com poucos recursos os portugueses enfrentaram a ira das grandes potências,resgataram seus homens em poder do inimigo e ajudaram os rebeldes estrangeiros. E o governo português,quando o mundo lhe caiu em cima,negou até pela Virgem de Fátima que não tinha nada com isso,imaginem,pá!
Grande tempos,grandes homens. Esses heróis,hoje sexagenários são fáceis de reconhecer nas ruas portuguesas:quando um passa,os traidores de Abril baixam a cabeça...

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